domingo, 5 de junho de 2011

Ela varria as folhas e o pó para o pequeno
quadrado destinado ao que é vivo.
O resto é concreto.
Não saia dai plantinha, não cresça
Não perturbe a paz da cidade.
Não pode o verde, não pode o pó,
não pode o silêncio. o vento também não pode
mas, ele vence.

Tudo tem sua hora, seu lugar
E fica o verde aprisionado dentro de parques,
seu santuário.

Não corre criança.
Não late cachorro.
Não chore.

Um comentário:

Renata Eleutério disse...

Nossa Elaine que bonito!!! parabéns mulher, mulher de talento, guerreira, a arte e a indignação sempre andam de mãos dadas... abuse sempre.